
Fato 1: A questão de 10 dias um grande amigo de Guarulhos, onde eu cresci, me encontrou próximo ao Instituto Butantan para uma noite de futebol, vindo direto do trabalho na Avenida Berrini. O engano dele foi preferir, por uma série de “comodidades”, ir de carro de Guarulhos à Berrini e de lá, na hora de pico, tentar atravessar os 7 Km que nos separavam, ao invés de pegar o trem na estação Berrini e descer na estação Cidade Universitária e me encontrar na USP. Levou 1,5 h para fazer o trajeto ou UM QUILÔMETRO A CADA 13 MINUTOS. De trem, seriam uns 20.
Fato 2: Na semana passada a cidade registrou quebras diárias do recorde de extensão de congestionamentos, fato que levou a grande mídia paulistana a dedicar páginas ao assunto, tanto o caderno “Cotidiano” da Folha de ontem como a “Vejinha”. Na primeira temos as constatações e entrevista com o presidente da CET, que aponta a verticalização da cidade e o aumento da frota como responsáveis pela situação atual. Fala quase nada de transporte público e/ou alternativo e se esquece que é pior ainda para a cidade o espalhamento da mancha urbana, que só dilui os carros, mas coloca o sujeito a 15 Km do trabalho. Ele também comenta que questões econômicas podem interferir nesta ou naquela decisão de trânsito em SP.
Fato 3: Minha percepção pessoal é de que tem sido uma aventura sair a rua ultimamente, mesmo que a pé, devido claro, aos carros, ao trânsito e suas conseqüências (abusos das leias de direção, poluição e afins). Não existe pior atividade em São Paulo do que sentar atrás de um volante. Perde feio de uma ida ao dentista.
Fato 4: Na mesma Folha de ontem, domingo 9 de março, Gilberto Dimmenstein compara as mortes, quantitativamente e qualitativamente, por homicídio e decorrentes do envenenamento da atmosfera da cidade pelos veículos. Mais gente morre por ano vítimas da poluição do que vítimas de homicídio. A questão da segurança mundo a fora se transformou em um grande produto, mais um filão lucrativo a ser explorando por mídia, empresas de segurança (câmeras, arame enrolado, segurança privada, carros blindados) e claro matéria fértil para políticos, tal e qual a questão da seca no Nordeste, por exemplo e mantém a população em um estado de pressão constante. A da poluição ainda não sensibilizou ninguém, ou pior dentro da lógica do mercado livre e capitalismo, ainda não virou um bom produto, desta forma enquanto o número de homicídios vem caindo ano a ano, os níveis de poluição estão aumentando em grande proporção.
Fato 5: O governo do estado aboliu uma das estações de metrô na linha amarela, a estação 3 poderes, entre a estação Butantã e estação Morumbi. Sucumbiram às pressões dos moradores da área que temiam a desvalorização dos imóveis (embora nas minhas recentes procuras por imóveis eu tenha constatado que perto das estações é tudo mais caro). O resultado é que a distância entre as duas estações é a maior de toda a rede, pois falta uma no meio.
Fato 6: A Prefeitura, seguindo a mesma dinâmica do governo estadual de privilegiar determinados segmentos e grupos reduzidos de pessoas, colocou na geladeira os projetos dos corredores das avenidas Sumaré, Brasil, Brás Leme e Corifeu de Azevedo Marques, na zona oeste. Mais uma vez, um ônibus transporta até 70 pessoas e pelo corredor faz corridas rápidas, como o caso do corredor da Rebouças. A prefeitura sucumbiu a pressão dos comerciantes, cuja inteligência pode ser contestada, que diziam que a diminuição do fluxo de carros e vagas para estacionamento na rua atrapalhariam os negócios. Mas amigo, você percebe que um corredor aumenta o fluxo de pessoas, que são consumidores e não os carros, na frente da sua loja? E quantos carros cabem na frente da sua loja? Dois? Acompanhou o raciocínio? Por outro lado, durante toda essa gestão não tomei conhecimento de novos corredores de ônibus e lá se vão quatro anos. Mas posso citar novos túneis que eliminam um farol ou obras megalomaníacas-faraônicas como a Ponte Estaiada. Fica claro que a prioridade das duas administrações não é a política coletiva, medidas para todos ou tem como objetivo plantar algo hoje para a cidade colher daqui a alguns anos. Vale mais o CEP do sujeito, quanto ele tem no banco e quais seus interesses. Ver a cidade com os olhos de HABITANTE, de USUÁRIO e de que a cidade é de TODOS parece ser pedir de mais destes homens de mente pequena, ambições minúsculas e ganância estratosférica.
Fato 7: Há duas semanas São Paulo atingiu a marca de 6 milhões de automóveis registrados. A industria comemora sorridente.
Fato 2: Na semana passada a cidade registrou quebras diárias do recorde de extensão de congestionamentos, fato que levou a grande mídia paulistana a dedicar páginas ao assunto, tanto o caderno “Cotidiano” da Folha de ontem como a “Vejinha”. Na primeira temos as constatações e entrevista com o presidente da CET, que aponta a verticalização da cidade e o aumento da frota como responsáveis pela situação atual. Fala quase nada de transporte público e/ou alternativo e se esquece que é pior ainda para a cidade o espalhamento da mancha urbana, que só dilui os carros, mas coloca o sujeito a 15 Km do trabalho. Ele também comenta que questões econômicas podem interferir nesta ou naquela decisão de trânsito em SP.
Fato 3: Minha percepção pessoal é de que tem sido uma aventura sair a rua ultimamente, mesmo que a pé, devido claro, aos carros, ao trânsito e suas conseqüências (abusos das leias de direção, poluição e afins). Não existe pior atividade em São Paulo do que sentar atrás de um volante. Perde feio de uma ida ao dentista.
Fato 4: Na mesma Folha de ontem, domingo 9 de março, Gilberto Dimmenstein compara as mortes, quantitativamente e qualitativamente, por homicídio e decorrentes do envenenamento da atmosfera da cidade pelos veículos. Mais gente morre por ano vítimas da poluição do que vítimas de homicídio. A questão da segurança mundo a fora se transformou em um grande produto, mais um filão lucrativo a ser explorando por mídia, empresas de segurança (câmeras, arame enrolado, segurança privada, carros blindados) e claro matéria fértil para políticos, tal e qual a questão da seca no Nordeste, por exemplo e mantém a população em um estado de pressão constante. A da poluição ainda não sensibilizou ninguém, ou pior dentro da lógica do mercado livre e capitalismo, ainda não virou um bom produto, desta forma enquanto o número de homicídios vem caindo ano a ano, os níveis de poluição estão aumentando em grande proporção.
Fato 5: O governo do estado aboliu uma das estações de metrô na linha amarela, a estação 3 poderes, entre a estação Butantã e estação Morumbi. Sucumbiram às pressões dos moradores da área que temiam a desvalorização dos imóveis (embora nas minhas recentes procuras por imóveis eu tenha constatado que perto das estações é tudo mais caro). O resultado é que a distância entre as duas estações é a maior de toda a rede, pois falta uma no meio.
Fato 6: A Prefeitura, seguindo a mesma dinâmica do governo estadual de privilegiar determinados segmentos e grupos reduzidos de pessoas, colocou na geladeira os projetos dos corredores das avenidas Sumaré, Brasil, Brás Leme e Corifeu de Azevedo Marques, na zona oeste. Mais uma vez, um ônibus transporta até 70 pessoas e pelo corredor faz corridas rápidas, como o caso do corredor da Rebouças. A prefeitura sucumbiu a pressão dos comerciantes, cuja inteligência pode ser contestada, que diziam que a diminuição do fluxo de carros e vagas para estacionamento na rua atrapalhariam os negócios. Mas amigo, você percebe que um corredor aumenta o fluxo de pessoas, que são consumidores e não os carros, na frente da sua loja? E quantos carros cabem na frente da sua loja? Dois? Acompanhou o raciocínio? Por outro lado, durante toda essa gestão não tomei conhecimento de novos corredores de ônibus e lá se vão quatro anos. Mas posso citar novos túneis que eliminam um farol ou obras megalomaníacas-faraônicas como a Ponte Estaiada. Fica claro que a prioridade das duas administrações não é a política coletiva, medidas para todos ou tem como objetivo plantar algo hoje para a cidade colher daqui a alguns anos. Vale mais o CEP do sujeito, quanto ele tem no banco e quais seus interesses. Ver a cidade com os olhos de HABITANTE, de USUÁRIO e de que a cidade é de TODOS parece ser pedir de mais destes homens de mente pequena, ambições minúsculas e ganância estratosférica.
Fato 7: Há duas semanas São Paulo atingiu a marca de 6 milhões de automóveis registrados. A industria comemora sorridente.
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