O equivoco na questão da obra anti-skate, além do motivo óbvio que não se enxota as pessoas dessa maneira, é que a atual administração da Prefeitura é que ela é formada por gente que não enxerga nada além dos seus próprios valores, incluindo suas percepções de arte e esporte.
O Brasil tem um nome respeitabilíssimo no skate mundial, logo como esporte popular caberia a Prefeitura fomentar sua prática e não agir no sentido oposto, o mesmo vale, claro, para a questão que a Prefeitura tem que fomentar a convivência entre as pessoas para manter a cidade viva e amarrada socialmente.
Nessa mesma linha, existe um contrato da administração municipal com uma(s) empresa(s) para a pintura de pontes, viadutos, encostos e todo o resto de concreto que pertença à cidade. Coincidentemente estes são os pontos utilizados por diversos grafiteiros para dar aquele colorido nos paredões. Brasileiros, vejam só, também são deveras respeitados nessa área e alguns artistas foram chamados para grafitar até um castelo escocês. Por aqui diversas galerias de arte têm montado mostras dessa arte urbana, de certa forma elitizando o lance todo, não de uma maneira negativa, claro, apesar de eu pensar que o que é da rua é da rua. Pois bem, diversos artistas e obras tiveram suas obras apagadas pela broxa insaciável das empresas de limpeza. Andréa Matarazzo, que recentemente ganhou capa de revista como o xerifão da cidade, mas é só o secretário das subprefeituras, defende as medidas dizendo que o que é arte para mim, pode não ser para as outras pessoas e não há como diferenciar obras de artistas com simples pixações ainda mais que o serviço é feito por empresas terceirizadas. Essa questão da arte é interessante, pois se esperássemos unanimidades poderíamos passar esta tinta cor de nada naquele painelzão ao lado da estação Anhangabaú, por exemplo. Ou o monumento à imigração japonesa na 23 de Maio, afinal as cores e formas podem não agradar a todos, correto? Da mesma maneira apesar de numerosas publicações, nacionais inclusive, ilustrarem grafite e tudo mais, uma mera volta pela cidade pode solucionar qualquer dúvida pois, sinceramente, acredito que o Andréa Matarazzo não é burro. O conjunto da obra é de preocupara. Esse conservadorismo, arcaico compromete até a própria vocação de vanguarda da cidade de São Paulo.
O Brasil tem um nome respeitabilíssimo no skate mundial, logo como esporte popular caberia a Prefeitura fomentar sua prática e não agir no sentido oposto, o mesmo vale, claro, para a questão que a Prefeitura tem que fomentar a convivência entre as pessoas para manter a cidade viva e amarrada socialmente.
Nessa mesma linha, existe um contrato da administração municipal com uma(s) empresa(s) para a pintura de pontes, viadutos, encostos e todo o resto de concreto que pertença à cidade. Coincidentemente estes são os pontos utilizados por diversos grafiteiros para dar aquele colorido nos paredões. Brasileiros, vejam só, também são deveras respeitados nessa área e alguns artistas foram chamados para grafitar até um castelo escocês. Por aqui diversas galerias de arte têm montado mostras dessa arte urbana, de certa forma elitizando o lance todo, não de uma maneira negativa, claro, apesar de eu pensar que o que é da rua é da rua. Pois bem, diversos artistas e obras tiveram suas obras apagadas pela broxa insaciável das empresas de limpeza. Andréa Matarazzo, que recentemente ganhou capa de revista como o xerifão da cidade, mas é só o secretário das subprefeituras, defende as medidas dizendo que o que é arte para mim, pode não ser para as outras pessoas e não há como diferenciar obras de artistas com simples pixações ainda mais que o serviço é feito por empresas terceirizadas. Essa questão da arte é interessante, pois se esperássemos unanimidades poderíamos passar esta tinta cor de nada naquele painelzão ao lado da estação Anhangabaú, por exemplo. Ou o monumento à imigração japonesa na 23 de Maio, afinal as cores e formas podem não agradar a todos, correto? Da mesma maneira apesar de numerosas publicações, nacionais inclusive, ilustrarem grafite e tudo mais, uma mera volta pela cidade pode solucionar qualquer dúvida pois, sinceramente, acredito que o Andréa Matarazzo não é burro. O conjunto da obra é de preocupara. Esse conservadorismo, arcaico compromete até a própria vocação de vanguarda da cidade de São Paulo.
Aqui tem um link bacana: http://www.graffiti.org.br/



Um comentário:
Falta arte mesmo em São Paulo. Nas minhas andanças pelo mundo, vi que as cidades européias possuem uma escultura, pintura ou alguma coisa em cada esquina. Nâo imports se eu gostava ou não pois era sempre um espaço para interagir com a cidade.
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