
Coloquei ai ao lado alguns links que eu acho interessantes, dentro do contesto do blog. Um dos mais importantes, sim, importantes, é o Apocalipse Motorizado. O blog é um dos principais divulgadores e articuladores dos ciclistas na guerrilha contra os automóveis. A lógica é muito simples. 1 carro transporta em média 1 pessoa, consome N litros de combustível, gera X toneladas de monóxido de carbono, 3 carros (3 pessoas) ocupam o espaço de um ônibus (umas 45 pessoas) e ocupam 70% do espaço urbano público. Daí o lance das bicicletas entrando no meio para tirar o espaço do carro, não só como meio de transporte mais rápido e limpo mas também como um agente libertador desse espaço público. A bicicleta deve ser integrada com outros meios de transporte, como o metrô, trem e ônibus para aumentar a eficiência de locomoção e, para tanto, há a necessidade destes pontos chave da cidade possuirem bicicletários e uma rede de ciclovias que os liguem as zonas residênciais. Pessoalmente penso que a idéia das bicicletas como meio de transporte esbarra na questão do que as pessoas pensam sobre liberdades individuais (e também na remediavel falta de infra-estrutura). Acho que em determinados nichos e segmentos da população você será excomungado caso sugira que o indivíduo deixe a caranga em casa e use um meio de transporte coletivo e/ou sustentável. O argumento, aposto, seria que vivemos num pais democrático e capitalista e a lógica destes dois modelos é de que eu posso fazer o que quiser, ter o que bem entender e fazer uso desse bem do jeito que me der na telha. A questão, porém, ultrapassa os limites da má vontade e/ou preguiça individual. Vivemos em um lugar com quase 11 milhões de habitantes, mais um monte de milhares que vem à cidade para realizar suas atividades e desta forma não há alternativa de mínima qualidade de vida se não houverem “sacrifícios” e restrição destas supostas liberdades de consumo, percebe?
ps: chupinhei a imagem acima do referido blog.
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