29 de janeiro de 2008
São Paulo 454 anos
Na última sexta São Paulo completou 454 anos, mas com corpinho de 453. E por conta do aniversário da cidade, participei de dois eventos especiais, um na quarta (23) e outro na quinta (24). O primeiro foi um bate-papo entre colunistas da Folha de S. Paulo no auditório do MASP. Neste encontro estiveram presentes Gilberto Dimenstein, Bárbara Gancia, Danuza Leão e Delfim Netto, todos colunistas do jornal. Foram abordados diversos temas, principalmente versando sobre o espaço físico da cidade e a fauna que o compõe. Foi um evento extremamente interessante, pois pude observar entre os 3 colunistas paulistanos (Danuza Leão é carioca e disse que “nunca veio a São Paulo sem ter compromisso profissional”) perspectivas diferenciadas quanto a cidade. Pelo lado do Gilberto percebesse e ele deixa claro isto, que há otimismo quanto aos rumos da cidade, Gancia já é mais cética, principalmente quanto a algumas regiões da cidade, como a cracolândia, com relação a mudanças qualitativas. Já Delfim Netto tem as posições esperadas para um burocrata da cidade, membro do finado PFL e amigo de Paulo Maluf. Adivinha quem ficou reticente tanto a idéia do pedágio no centro da cidade como a conscientização do paulistano em deixar o carro em casa, principalmente os que utilizam os utilitários para levar o poodle ao pet shop ou as crianças para escola? Alguns o chamariam de conservador. De maneira geral, no entanto, o clima foi de grande otimismo com os rumos da cidade e orgulho de qualidades que possuímos e do nosso nível de desenvolvimento social. A cidade está borbulhando de ações e pessoas que realmente querem morar, desenvolver e serem felizes aqui, deixando de lado o que Dimenstein chamou de “mentalidade bandeirante”. Afinal se é para viver na polis, que seja em São Paulo.
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